Taís

 

“...A filha, Taís, não exibe o comportamento de uma adolescente que estivesse de bem com a vida: silenciosa, olhos fixos no chão esconde seu rosto infantil envolto pelas tranças do cabelo...”

 

“...A pequena de Rute Bastos sempre foi muito tímida, uma menina ingênua e sonhadora a desfilar com suas tranças e fitas amarelas, de tal modo que todos consideraram um crime o que lhe aconteceu. Mas, sempre que instigada por Ângelo, depois das reuniões na sacristia, a falar de seus pensamentos, de suas fantasias, das interpretações sobre o que aprendia a perceber nas pessoas, Taís mostrava a ele, e só a ele, uma maturidade e um desprendimento crescentes, inimagináveis aos olhos dos que andavam a sua volta sem lhe prestar inteira atenção...”

 

 

“...Alguns segundos de completo silêncio se passam até que os temores de Taís vão tomando forma.

         - Não devia estar aqui – diz o padre, vindo para perto dela – É tarde e sua mãe pode dar por sua falta...”        

 

“...As lágrimas retornam e deslizam na pele clara do rosto de Taís. Suas mãos trêmulas denunciam-lhe o nervosismo. Quando sua voz finalmente surge, parece mais um sussurro no meio da madrugada...”

 

 

“...Na quietude das enxurradas, Taís olha a resto da tormenta, as paredes lavadas,  as bicas  nos telhados das casas próximas e as imundices trazidas para os batentes...”

“...Ao ouvir o conselho, Taís ergue a cabeça e olha para o médico, mas retorna tão rapidamente a fixar, contraída, o chão do consultório, que quase não permite a ele visualizar o castanho mel dos seus olhos. Rute Bastos, por sua vez, franze a testa e encara o doutor...”

 

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Romance "Lua de Setembro"

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